Meu Histórico Capilar

By Mayra Soares sexta-feira, dezembro 11, 2015 Nenhum comentário , , Permalink 0

Oie, tudo bem com vocês?

Hoje eu vim aqui contar pra vocês toda a trajetória do meu cabelo.

Quero deixar claro que, como uma boa e original mulher que sou, ainda não estou satisfeita com o resultado que tive até agora,  mas estou feliz por estar me conhecendo cada vez mais.

Bom, meu cabelo é enrolado, bem enrolado, não tem muito volume e nem raiz muito crespa como vocês podem ver nessa minha foto marrenta kkk!FotorCreated

Eu aos 4 anosAs pessoas me julgam quando veem esse album que fiz quando era pequena porque eu não sorri em nenhuma foto. Mas é porque a moça que penteou o meu cabelo puxou muito e eu fiquei brava e eu não sorrio pra quem puxa o meu cabelo, rs

Minha mãe gostava de pentear meu cabelo e o da May sem definir os cachos, ela gostava do estilo Maria Bethania, penteado sem cachos e com grandes volumes, mas eu não gostava.Gal e bethaniaE foi na rebeldia da adolescência que antes de eu saber como usar o meu cabelo de forma que eu gostasse que eu caí na febre da progressiva.

Não só alisei como enloirei (se é que existe esse termo), mas errei muitas vezes na tonalidade do loiro, aliás gostei apenas de um loiro que usei, era acinzentado, mas não tenho foto dessa cor aqui. Hoje eu olho minhas fotos loira e me pergunto “por que que eu fiz isso, senhor?” rsLoiraVoltei a ser morena, passei preto preto mesmo e gosto das fotos, gosto do comprimento do cabelo também.MorenaMas manter progressiva, ter que retocar raiz, fazer escova e prancha antes de sair, tudo isso me fez avaliar o custo benefício, sem contar que eu via pessoas com o cabelo cacheado e achava lindo, sempre pensava “o meu natural é assim”, decidi em janeiro de 2014 que não faria mais progressiva, desde então estou na luta da transição.

Continuei fazendo escova e prancha por causa da raiz enrolada e o comprimento liso, essa fase é muito difícil, mas vale a pena a espera.

Até que chegou um dia que precisava sair com meu esposo pra um show do rapper Emicida e não tive tempo de me arrumar, estava atrasada, não tive tempo de fazer escova prancha e miracourl pra sair (o que demorava 2hs), meu esposo que SEMPRE  quis meu cabelo enrolado também, disse “amor, vamos num show de um rap, solte seus cachos”, me convenceu, vi um video da Dani Azevedo sobre definição de cachos, pra ver se ondulava pelo menos um pouco as pontas de progressiva, usei as dicas dela e fui-me.AqOpWniYaBWNj8NAufV3mV6XnNo2PAwy4DeET8UqOiAJDesde este dia eu não fiz mais escova e prancha. Foi o meu dia mundial de aceitação, rs._W0A2642A última mudança que fiz recentemente foi cortar mais uma parte da progressiva e o pior que ainda faltam 5 dedos.12345417_1077614028924774_3158105835237894149_nConfesso que não gostei, não adianta eu gosto de cabelos compridos, volumosos e cacheados, quero o meu assim e terei paciência pra que assim ele fique. Fé no pai!

Suzane Camila

Suzane Camila

Enfim, essa é a minha história de transição, o que também gostaria de dizer aqui sobre este assunto, é a questão da aceitação, se assumir.

Acho isso muito relativo, acho que temos que nos sentir bem, isso é o mais importante. Falo isso porque fui muito criticada por pessoas que usam o cabelo cacheado quando eu fazia progressiva, já me disseram que eu tenho complexo de personalidade e isso nunca foi verdade, eu não posso dizer que cacheadas que fazem luzes são racistas e querem ser loiras por isso, mulheres gostam de mudar a todo momento e isso faz bem. Hoje está na moda se assumir, tem muita menina de 14 anos dizendo ter personalidade porque usa o cabelo cacheado e mal sabem elas que até Malcom X já alisou o cabelo, aliás não sei se elas conhecem Malcom X.

Depois que cacheei o cabelo de vez, também recebi criticas e me disseram que era melhor liso, vivi os dois lados da situação. E sei que existe uma relação muito grande com a questão do preconceito racial, com a questão da mídia impor os padrões de beleza que não era o cabelo do negro, acho essa luta linda e estou entre os guerreiros e guerreiras que buscam seus direitos e exigem respeito, mas acredito muito mais na integridade e moral de cada pessoa como ser humano, nem todo branco é racista, nem todas as cacheadas têm personalidade e nem todas as alisadas são manipuladas.

Meu conselho? Amem-se, façam por vocês para agradar apenas a vocês mesmas e vivam bem todos os dias. Não somos e nem temos que ser todas iguais, mas temos que ser todas felizes!

Beijos e eu volto!

 

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