Sobre estilo, aceitação do corpo e o look de cada dia

By Mayra Soares terça-feira, julho 14, 2015 2 , , , , Permalink 0

Ontem conversando com uma amiga perguntei o que ela gostaria de ver aqui no blog, se ela teria alguma sugestão de post.

Ela me respondeu: – Ai, amiga qualquer coisa que me ajude com meu corpo!

Eu respondi: – Como assim? O que tem seu corpo?

E ela: Estou magra de mais, tenho feito tudo para engordar, mas sem sucesso.

Quase chorei 3 rios.

Gente, eu não faço nada para engordar e engordo, que vida injusta. hahaha

Brincadeiras a parte, a Jaque me fez pensar na quantidade de gente insatisfeita com o próprio corpo que existe nesse mundão de Deus.

E isso não deveria acontecer, sério.

Eu sei que a mídia (que antes se resumia a TV, revistas etc. e, agora, é também digital) nos impõe um certo padrão, mas o nosso padrão pessoal  não pode estar vinculado a comparações.

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A gente não pode se basear em peças de roupas, temos que nos basear em PESSOAS (que somos) que vestem a roupa.

O look do dia da blogueira, a roupa da atriz na novela e a produção da modelo na capa da revista não podem ser sua base de comparação, eles podem ser inspirações, o que é completamente diferente.

O problema é que somos totalmente habituados a comparar o nosso corpo com o da modelo magérrima ou com o da panicat ou ainda com a atriz principal e, gente, essa é a maior furada que existe.

Ninguém é igual a ninguém, logo ser bonita não pode ser associado a um estereotipo.

Amo esses tipos de post porque finjo que sou inteligente e uso palavras bonitas. hahahhahahahah

Mas falando muito sério, existe aquela roupa que vai te representar, aquele estilo que tem mais a ver com você e suas prioridades de vida e isso independe do seu corpo, eu juro.

Gordinha, plus size, magra demais, baixinha, alta demais ou simplesmente comum, sempre vai ter algo que vai ficar muito bom em você. Algo que vai ficar melhor em você do que naquela que tem corpão e vai ter algo que vai ficar melhor na de corpão do que em você.

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Não podemos comparar, porque comparar é padronizar e nossas mentes estão totalmente treinadas a fazerem isso.

Por isso é tão difícil olhar com outros olhos, mas a gente consegue.

A gente tem que treinar nossa mente para ver algo em alguém muito bem vestido e NÃO pensar: - Que maravilhosa, quero ser como ela.

Mas pensar: - Como ela coordenou bem essas peças, será que posso fazer isso?

- Adorei a forma como ela combinou laranja com vinho, será que posso fazer algo parecido com o que tenho no  meu armário?

Referências, chuchuas, é isso que todas essas mulheres que acompanhamos no vasto mundo da internet e em todas as outras mídias devem ser para nós.

E  a nossa mente está tão acostumada a tê-las como alguém que devemos copiar que a gente passa a não achar bonito tudo o que foge daquele padrão.

Vou falar por mim, há uns 4 anos eu queria um corpão de panicat, JURO! Sempre fui bem magrinha e doida para ganhar massa e até gordura eu comemorava.

Minhas tias e minha mãe, sempre acharam bonito mulheres de corpão, as donas dos ÃO mesmo. Pernão, bundão, peitão, etc.

Eu cresci com essas referências. Era louca para colocar silicone nos seios, porque para mim, seio bonito só se fosse grande.

Gente, por que?

Quando comecei a me aprofundar em minha relação com a moda, vi que as mulheres magrinhas também tinham seu charme e, particularmente, passei a achar mais bonito o seio menor, o quadril não tão largo, etc.

Acontece que eu, que sempre fui magrinha, comecei a engordar, ganhar corpo mesmo, e o que eu ia fazer?

Me matar por não ter o tão sonhado corpo da Thaila Ayala?

Não, gente, eu resolvi me aceitar.

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E quando a gente se aceita, fica mais bonita.

Porque passamos a realçar o que temos de belo, a amenizar o que não achamos tão belo assim. A gostar mais de nós como somos.

E TODAS essas mulheres que vocês vem na tv, nos blogs, nas revistas e nos outdoors têm as suas imperfeições, têm aquilo que elas gostariam de esconder e ESCONDEM.

Por que você tem que ser perfeita?

E não to dizendo com isso que sou contra cirurgias plásticas, eu até pretendo colocar uma prótese de silicone depois que tiver filhos. O que estou dizendo é que você não pode se achar bonita APENAS se tiver seios grandes, porque seios pequenos também têm seu charme.

Não pode se gostar apenas se seu quadril for pequeno, ou se sua barriga for negativa.

Sou super a favor da tecnologia no ramo da beleza, estética e moda. Acho que devemos usá-las sempre a nosso favor, sou adepta do mega hair, do botox (com moderação) etc. O que não sou a favor é da perda da identidade.

E, em se tratando de moda, demoramos mesmo para encontrarmos a nossa, mas o primeiro passo é o da aceitação e da valorização daquilo que a gente é.

O que acho mais fascinante no mundo da moda e da beleza é como ele pode mexer com a sua estima. Você pode deixar ela sempre lá em cima, basta saber brincar de compensação (escondo o que não gosto, realço o que gosto) e a moda nos dá inúmeras oportunidades de fazer isso.

Se eu disser para vocês que tenho meu estilo completamente definido, estarei mentindo, porque tem dias que gosto de um look mais despojado, que opto pelo conforto, tem dia que quero uma coisa mais rocker, outros mais romântica e assim sucessivamente…

Mas já descobri que  gosto de camisetas mais larguinhas, que gosto de cobrir o quadril, que quando uso algo justo na parte de cima, prefiro algo larguinho embaixo, que gosto de cor, que gosto de me sentir bem feminina, então opto por peças que marcam a cintura, por sapatos que mostram os dedos, por saltos, por saias e vestidos…

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E tem tanta coisa para descobrir ainda, tantas tendências lindas que vejo em famosas por aí e gostaria de trazer pro meu armário. E vou trazer, mas de que forma? Sempre adaptando ao meu estilo e ao meu corpo.

Descubram-se, meninas. Isso leva tempo, mas é a parte mais prazerosa da moda, eu garanto.

Estou me descobrindo ainda.

Bitocas!

 

 

 

2 Comments
  • Jaqueline Viana
    julho 14, 2015

    Amei! Que sirva de lição nos momentos de confusão.

    • Mayra Soares
      julho 15, 2015

      Que bom,amiga!
      Lov u!

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